Historial: Na Madeira dos primórdios da colonização, é fator determinante da difusão do culto da Natividade o facto de pertencerem à regra franciscana os primeiros conventos da Ilha. Provêm precisamente dos legados conventuais grande parte das figuras e conjuntos de presépio, do século XVIII, alguns dos quais se podem atualmente ver na Casa-Museu Frederico de Freitas. Por seu lado, as figuras de presépio, acompanham o modelo barroco e são maioritariamente modeladas em barro, por artistas nacionais e locais, que lhes conferem expressivos movimentos e vibrantes policromias. Outros são elementos soltos, outrora pertencentes a amplos conjuntos figurados que integravam episódios bíblicos e registos da vida local. O número de figurantes é variável e passa a representar uma clara mescla entre o sagrado e o profano, propósito consciente que apela à identificação e reconhecimento da realidade quotidiana para melhor se abrir ao entendimento e espírito da mensagem da Natividade. Introduzem-se conjuntos particularmente sedutores de camponeses, floristas, mordomos de confrarias, bandas, polícias, marinheiros, estudantes, um sem fim de figurantes que se associam, sem grandes discriminações, às antigas personagens. Eis a razão, deste grupo, provavelmente pertencer a um Presépio ou Lapinha como era designado na ilha da Madeira, e ainda hoje se denomina.
Descrição: Conjunto constituído por um grupo agregado de 3 figuras, designado o palanquim, e quatro figuras não agregadas, que formam dois casais de camponeses, vilões. Policromia: Vermelho, preto, verde, branco, amarelo, castanho, mel, bege, dourado, dois tons de rosa, de lilás e de azul.