Ficha de Inventário

Lanterna

  • Museu: Museu Etnográfico da Madeira
  • Nº de Inventário: MEM96/206
  • Supercategoria: Etnologia
  • Categoria: Equipamento de uso doméstico
  • Datação: Século 20
  • Dimensões (cm): Alt. 24.6 x Diâm. 13.8
  • Descrição: Peça com base cilíndroforme, servindo de recipiente para o petróleo, com um orifício onde é introduzido e petróleo e uma pequena roda que regula a força da chama. Dois ferros laterais ligam a base à chaminé redonda, com um aro semi-circular que serve para pendurá-lo, e uma asa semi-circular. Entre a base e a chaminé assenta um vidro ovalado, protegido com dois arames cruzados.
  • Origem/Historial: Estes candeeiros foram introduzidos no século XIX para substituir as chamadas lâmpadas de Argand, inventadas no século anterior, nas quais se usava o óleo de baleia como combustível, visto que o petróleo era muito mais barato. Esta peça utilitária foi muito usada até meados do século passado nos meios rurais então bastante habitados e onde não existia energia eléctrica. Estes candeeiros que se compõem de “pé”, “cabeça” e “chaminé” apresentam por vezes formatos diferentes, havendo mesmo os que não têm pé, começando logo no depósito no qual existe uma argola em vidro por onde se pega. Ainda que o tamanho mais vulgar seja aquele que a foto apresenta, há-os maiores e mais pequenos. O vidro é normalmente transparente o que facilita ver o abastecimento que possui e o tamanho da torcida. Também os há de cor, nomeadamente azuis, verdes e vermelhos. Tanto o pé como a chaminé são de vidro e há variadíssimos motivos decorativos no pé, que inclui o depósito. As chaminés são praticamente iguais, com pequenas diferenças na parte superior. Estes candeeiros vieram substituir as candeias de azeite e as pessoas sentiram uma grande diferença na iluminação das casas onde os utilizavam, já que trazê-los para a rua originava pela diferença de temperatura, a quebra da chaminé. O borrão que formava a torcida tinha de ser frequentemente cortado para que existisse uma melhor luz e havendo a tarefa diária de limpar a chaminé que se tisnava com facilidade, principalmente se a torcida não estava limpa. A melhor maneira de limpar a chaminé era fazê-lo com papel de jornal. Além disso, a cabeça que é de metal devia ser limpa com frequência reluzindo o amarelo. Após a chegada da electricidade foram arrumados nos armários para servirem apenas quando faltasse a luz e os poucos que subsistiram tiveram, durante um tempo, essa função; contudo, há quem tenha feito a substituição por simples velas e hoje possuem na sua maior parte uma função meramente decorativa.
  • Incorporação: Esta peça, encontrava-se na DRAC (Direcção Regional dos Assuntos Culturais) sendo transferida e incorporada no espólio do Museu Etnográfico da Madeira aquando da sua abertura em 1996.

Multimédia

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