Ficha de Inventário

Sedeiro

  • Museu: Museu Etnográfico da Madeira
  • Nº de Inventário: MEM96/733
  • Supercategoria: Etnologia
  • Categoria: Tecnologia têxtil
  • Datação: Século 20
  • Dimensões (cm): Comp. 55,5 x Alt. 15,4 x Larg. 10,6
  • Descrição: Peça de madeira de forma paralelipipédica, revestido de chapa, onde estão implantados dentes de aço de secção redonda, ponteagudos. Este cepo tem como base uma tábua de maiores dimensões.
  • Origem/Historial: "A assedagem é a última fase deste processo, durante a qual, separam se as fibras longas (o linho puro) das mais curtas (a estopa). O sedeiro é um cepo de madeira, de forma paralelipipídáca, revestido de chapa, onde estão implantados dentes de aço, de secção redonda, ponteagudos. Esse cepo tem como base uma tábua de maiores dimensões(.. ) Para assedar as estrigas do linho, a mulher instala-se em frente ao sedeiro, sentada, e, tomando uma estriga, desata lhe as pontas, enrola uma delas no dedo indicador da mão direita, sacode a para a endireitar e passa a sobre o sedeiro em movimentos leves e cuidados, acompanhando e amparando a estriga com a mão esquerda, penteando a primeiro nos dentes mais grossos e depois nos dentes mais finos. Assedada dum lado, inverte se a posição da estriga e asseda se do outro. ( ) Postas em pequenos molhos elas estão prontas para colocar na roca e fiar."
  • Incorporação: Segundo registos da DRAC (Direcção Regional dos Assuntos Culturais), esta peça foi cedida a esta Direcção, a 16/8/1995 pelo seu antigo proprietário António Rodrigues Lourenço em conjunto com outros instrumentos de tratamento do linho. Encontrava-se na DRAC, sendo transferida para o Museu Etnográfico da Madeira aquando da sua abertura em 1996.

Bibliografia

  • OLIVEIRA, Ernesto Veiga de; GALHANO, Fernando; PEREIRA, Benjamim, "O Linho - Tecnologia Tradicional Portuguesa", C.E.E. - I.N.I.C., Lisboa, 1991.
  • ANDRADE, Conceição; Revista do Folclore, Secretaria Regional de Agricultura, Florestas e Pescas. Extensão Rural, R.A.M., 1994
  • BRUDT, Kate; “Madeira – Estudos Linguístico – etnográfico, In Boletim de Filologia, Tomo V – Fasc. 1-2. Imprensa Nacional de Lisboa, 1937.

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