Ficha de Inventário

Arca

  • Museu: Museu Etnográfico da Madeira
  • Nº de Inventário: MEM96/737
  • Supercategoria: Etnologia
  • Categoria: Equipamento de uso doméstico
  • Datação: Século 20
  • Dimensões (cm): Comp. 161,5 x Alt. 75,5 x Larg. 80,5
  • Descrição: Caixa retangular, com tampo maciço liso, moldurado nas bordas e na base. Na face frontal, dois ferrolhos em forma de "T" moldurados, com fechadura. Nas faces laterais, duas asas de ferro, ovais, simetricamente opostas. O baú assenta em dois barrotes de madeira moldurados.
  • Origem/Historial: O mobiliário do quarto de dormir das casas humildes era muito simples e as matérias-primas utilizadas no seu fabrico eram as que se podiam obter na Região. As madeiras mais utilizadas eram as de pinho, til, carvalho ou castanho, de acordo com a situação económica da família. A roupa era normalmente acondicionada em grandes caixas de madeira, como esta arca, pertencente ao acervo do museu, pois na maioria das casas não existia outro tipo de mobiliário para esse efeito. Muitas vezes, serviam também de assento. No interior desta, existia uma gaveta, com tampa, designada por "escaninho", onde guardavam os documentos importantes ou dinheiro e que servia de suporte, para segurar a tampa da arca, enquanto se encontrava aberta. O “ferrolho da caixa”, ou seja, a sua fechadura, é composta por uma chave e por um ferro, que atravessa na vertical. As caixas de madeira, de maiores dimensões, eram usualmente utilizadas para guardar sementes e cereais, enquanto as mais pequenas serviam para guardar pão, o chamado enxoval das raparigas “casadoiras”, composto por peças de vestuário e pelo “bragal” (roupas de usos doméstico), geralmente em “linho da terra” e minuciosamente bordadas e que constituía o seu “dote”. Este dote, que constitui uma tradição secular, variava, naturalmente, consoante as posses da família.
  • Incorporação: Segundo registos da DRAC (Direcção Regional dos Assuntos Culturais) esta peça, foi adquirida a Manuel Silva Pita em 1965 no valor de 500$00, pela Comissão Directiva do Museu Quinta das Cruzes, segundo um orçamento da junta geral do Distríto Autónomo do Funchal. Encontrava-se na DRAC, sendo transferida e incorporada no espólio do Museu Etnográfico da Madeira aquando da sua abertura em 1996.

Bibliografia

  • C. N. PEREIRA, Eduardo; "Ilhas de Zarco", Funchal, Câmara Municipal do Funchal, 1989.
  • Boletim de Filologia Tômo V – Faiscículos 1-2,
  • FERREIRA, César, Catálogo da Exposição Permanente - Unidade Domestica, Quarto de Dormir." Museu Etnográfico da Madeira, Ribeira Brava.

Multimédia

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