Descrição: Arado do tipo radial, constituído por três elementos: o "dente", o "pé" do arado e a "rabiça". O dente é um pau retangular, formando um ângulo obtuso, que se arrasta pelo chão; o pé é uma haste direita, a aguçar para um lado, que liga a "rabiça" ao dente; a "rabiça" é uma pequena peça dobrada em ângulo que serve para dirigir o arado. Na extremidade do "dente" está fixa uma chapa de ferro, com a ponta afiada, denominada "rela" ou "ferro" e que serve para arar a terra. Nos lados posteriores do "dente" estão colocados dois pequenos paus em forma de "V", ligeiramente curvos, as "aivecas". Mais ou menos a meio do "dente" há um buraco para inserir um pau comprido: o "temão".
Origem/Historial: No Arquipélago da Madeira eram utilizados dois instrumentos para “preparar” (mobilizar) a terra: a enxada e o arado. Enquanto o arado surgia, em princípio, associado à cerealicultura, a enxada ganhava maior evidência sempre que, na produção quotidiana, a vinha relegava o cereal para segundo plano.
As condições geográficas também condicionavam, por vezes, a utilização de uma ou da outra alfaia agrícola, sendo mais comum, nas zonas de mais difícil acesso, nos terrenos de extensão reduzida, nomeadamente nos tradicionais “poios” madeirenses, o uso da enxada, já que o arado, sendo puxado por animais, exigia mais espaço.
Esta peça é uma miniatura do tipo de arado utilizado no arquipélago da Madeira: o arado do tipo radial, que é constituído, essencialmente, por três elementos: o "dente", o "pé" e a "rabiça".
O “dente” é um pau retangular, formando um ângulo obtuso, que se arrasta pelo chão; o “pé” é uma haste direita, a aguçar para um lado, que liga a "rabiça" ao “dente”; a "rabiça" é uma pequena peça dobrada em ângulo que serve para dirigir o arado.
Na extremidade do "dente" está fixa uma chapa de ferro, com a ponta afiada, denominada "rela" ou "ferro" e que serve para arar a terra.
BIBLIOGRAFIA: BRANCO, Jorge Freitas, Camponeses da Madeira – As bases materiais do quotidiano no Arquipélago (?1750-1900?), Col. Portugal de Perto, Nº 13, Publicações Dom Quixote, 1987.
Incorporação: Esta peça, foi adquirida pela DRAC (Direcção Regional dos Assuntos Culturais) a Maria Gabriela Correia em 1965, pelo valor de 250$00. Encontrava-se na DRAC, sendo transferida e incorporada no espólio do Museu Etnográfico da Madeira aquando da sua abertura em 1996.
Bibliografia
OLIVEIRA, Ernesto Veiga de; GALHANO, Fernando; PEREIRA, Benjamim, "Alfaia Agrícola Portuguesa", Instituto de Alta Cultura, Centro de Estudos de Etnologia, Lisboa, 1976.
BRANCO, Jorge Freitas, Camponeses da Madeira – As bases materiais do quotidiano no Arquipélago (1750-1900), Col. Portugal de Perto, Nº 13, Publicações Dom Quixote, 1987, pág. 59.
Ob. Cit., págs. 53-54.