Ficha de Inventário

Caixa

  • Museu: Museu Etnográfico da Madeira
  • Nº de Inventário: MEM97/1319
  • Supercategoria: Ciência e Técnica
  • Categoria: Indústria e Técnica
  • Datação: Século 20
  • Dimensões (cm): Comp. 39,5 x Alt. 54 x Larg. 47,5
  • Descrição: Caixa registadora de ferro, com base retangular com uma gaveta. Na parte superior possui um mostrador com números e no lado direito uma manivela que faz rodar esses números e faz o registo. Está ornamentada com motivos florais, em relevo.
  • Origem/Historial: As mercearias ou vendas, como eram popularmente designadas, estão a desaparecer. Contudo, aqui ou ali, ainda se encontram algumas. Estes estabelecimentos comerciais tradicionais possuem um grande valor histórico, comercial, social e cultural. Na nossa memória ficaram as imagens de certos objectos, que identificam este tipo de estabelecimento, os quais, subsistem cada vez em menor número: a balança com pesos, as máquinas registadoras manuais, as máquinas de medir azeite e petróleo, as guilhotinas do bacalhau, os moinhos de café, etc. As mercearias retratam hábitos de consumo e modos de sociabilidade de uma comunidade: possuem um atendimento personalizado, o merceeiro ou vendeiro trata os clientes pelo seu nome, conhece os seus hábitos e preferências e as compras são entregues ao domicílio. Esta relação evidenciava-se na confiança depositada nos clientes, já que a venda a crédito era preponderante, possuindo a maior parte dos clientes o tradicional rol, onde eram anotadas as compras diárias. Depois, quando tinham dinheiro, os devedores iam saldar as suas contas. As vendas são “avulso” e pratica-se um comércio generalista, ou seja vende-se de tudo um pouco: farinha, trigo, frutas, hortaliças, banha de porco, chá, sabão azul em barra, petróleo, barbante, papel para joeira, cadernos, etc. Recebiam, ainda, o correio e ali realizavam-se câmbios. O grão, o feijão e os cereais encontravam-se expostos nos grandes caixotes, que faziam parte do tradicional mobiliário – os coxos. O azeite e o petróleo eram retirados, à manivela, das máquinas, as quais possuíam medidas e eram deitados numa garrafa, que as clientes traziam de casa. No mesmo edifício, a paredes meias com a mercearia, situa-se o bar ou taberna (antigamente denominado de botequim). Hoje em dia, é devido ao seu movimento, que muitas mercearias mantêm-se abertas, subsistindo por vezes apenas o bar.
  • Incorporação: Peça adquirida no antiquário "Arca das Maravilhas".

Bibliografia

  • FERREIRA, César; Catálogo da Exposição Permanente "A Mercearia", Museu Etnográfico da Madeira, Ribeira Brava.

Multimédia

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