Técnica: Tratamento da argila; e modelagem da peça à mão nua e torneamento; e cozimento no forno
Dimensões (cm): Comp. 10,5 x Alt. 47 x Larg. 12
Descrição: Mulher a transportar celha com peixe espada preto, à cabeça, trajando vestido e avental castanho, com um bolso, do qual sai um pano branco e vermelho. Segura, na mão direita, um peixe vermelho.
Origem/Historial: A manufactura caseira de olaria é uma actividade com longa tradição no Porto Santo. Já no século XVI fabricava-se telhas e louças nesta ilha. Entre os oleiros portosantenses existe também, há longos anos, a tradição da figuração em barro, nomeadamente os pastores, figuras de presépio em barro natural ou policromado. Aproveitando os recursos disponíveis na ilha, os artesãos produziam, as mais variadas figuras para recheio das lapinhas e figuras representando profissões tradicionais.
Com o tempo, esta tradição foi desaparecendo. Contudo, ainda existiam barristas que, no século XX, perpetuavam esta arte. Era o caso de José de Jesus Vasconcelos, o qual, seguindo a arte do seu avô, Manuel António Telo, executava com minúcia, bonitas figuras em barro natural ou policromado, na sua oficina, onde possuia uma roda de oleiro e uma mufla cedidas, temporariamente, pela Casa do Povo do Porto Santo. Autodidacta, foi aperfeiçoando-se ao longo do tempo, produzindo inúmeras peças de artesanato moderno, nomedamente presépios, santos e figuras populares.
Incorporação: Peça adquirida pelo museu ao seu autor, José de Jesus Vasconcelos.
Bibliografia
LEROI-GOURHAN, André; Evolução e Técnicas. O Homem e a Matéria, Volume I, Edições 70, Lisboa, 1984.
FERREIRA, Lídia; "A Tradição do Barro: barristas portossantenses", Catálogo da Exposição temporária, Museu Etnográfico da Madeira, Ribeira Brava, 2007.