Ficha de Inventário

Canoa

  • Museu: Museu Etnográfico da Madeira
  • Nº de Inventário: MEM16/5004
  • Supercategoria: Etnologia
  • Categoria: Transportes
  • Datação: Século 20
  • Dimensões (cm): Comp. 320 x Larg. 135 x Prof. 67
  • Descrição: Barco de formato oval, composto por tábuas na horizontal. No interior apresenta ripas em semi-círculo verticais e quatro tábuas na horizontal que servem de assento, em forma de caixa no bombordo. No exterior apresenta uma guia central a todo o comprimento, e duas traves laterais, protegidas com uma calha de ferro. Está pintado da seguinte forma: na linha de água e nas águas mortas, são utilizados o vermelho, branco e amarelo. O bordo é pintado de preto o interior e os remos de azul.
  • Origem/Historial: O formato das embarcações tradicionais de pesca não sofreu alteração sensível, ao longo dos tempos a não ser o desta "canoa", cuja popa é cortada e sem "capelo" saliente. Esta embarcação, em geral só de um par de remos ou de "um remar", quando muito pequena chama-se "cabrita". Este barco foi cedido pelo seu proprietário Sr. Paulo de Abreu, para a exposição da pesca aquando da abertura do Museu em 15 de Junho de 1996. As embarcações de pesca das ilhas madeirenses sempre obedeceram a uma estrutura comum em todo o arquipélago, caracterizada por uma quilha com capelo saliente acima da borda em cada extremidade, dotada de cavernas de madeira e de dois leitos, um à proa e outro à popa, redução dos tombadilhos ou castelos das primitivas naus. As cavernas são formadas de pequenas peças laterais que se alongam e arqueiam para formar o bojo ou costado (...) A linha de cada barco obedece às condições do respectivo varadouro. Assim, há alguns arqueados e levantados de proa por ter mais declive o calhau onde varam. Todos têm costões para equilibrar se em terra e estabilizar se no mar. O formato destas embarcações não sofreu alteração sensível, a não ser o da "canoa" cuja popa é cortada e sem "capelo" saliente. Esta embarcação, em geral só de um par de remos ou de "um remar", quando muito pequena chama se "cabrita" (PEREIRA, 1989: 114-115)
  • Incorporação: Peça em depósito desde 1996 que integrou o acervo do Museu. Foi doada por Paulo de Abreu.

Bibliografia

  • C. N. PEREIRA, Eduardo; "Ilhas de Zarco", Funchal, Câmara Municipal do Funchal, 1989.

Multimédia

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