Caracterização: O croché é uma das rendas mais utilizadas na confeção de peças utilitárias e decorativas, sobretudo as do enxoval.
Maria Ivone da Silva Libano, executa estas peças há mais de 20 anos, usando também esta técnica no seu enxoval, sobretudo as toalhas e os centros de mesa.
Aprendeu esta arte com a sua cunhada, que depois aperfeiçoou frequentando cursos promovidos pela Casa do Povo da Ponta Delgada.
A espessura da linha utlizada (designada por números), varia consoante a textura e o tamanho da peça que pretendemos confecionar.
As linhas mais utilizadas são: a linha número 20 (a mais fina), a linha número 12 (a média) e a linha número 6 (a mais grossa).
A espessura da agulha de crochê é determinada pela linha, pelo tamanho da peça e pelo tipo de padrão de pontos. Para a linha número 20, utiliza-se a agulha designada por 0.75, para a linha número 12, utilizasse a agulha 1 ou 1.25 e para a agulha número 6, a agulha 1.5, todas com 13 a 15 centímetros de comprimento.
As agulhas de crochê são curtas, com um gancho na ponta, para puxar o fio. Quanto aos materiais, podem ser de aço, alumínio, ferro, madeira, bambu, plástico ou outros materiais sintéticos,
A confeção segue na maior parte num desenho pré-definido, retirado de revistas, desenho esse que poderá ser modificado consoante o gosto pessoal A amostra é também um importante auxiliar na confeção de peças de vestuário, porque é preciso saber o tamanho definido, o número de pontos (largura) e carreiras (altura) por centímetros (ou outra medida). A amostra é geralmente constituída por um quadrado pequeno com o padrão que se quer reproduzir no trabalho.
Cadeia operatória:
Muitas vezes, para confecionar toalhas de mesa, o croché é utlizado juntamente com o bordado madeira. A artesã começa por bordar uma rosa, num tecido de linho, divididos em quadrados simétricos.
Seguidamente, recorta as bordas do tecido. A seguir ao ponto de corda, com a agulha, segue-se o ponto baixíssimo, o ponto baixo, o ponto alto e o ponto alto duplo, até atingir a largura pretendida.
O primeiro ponto é o mais plano de todos e é usado em várias situações, como unir carreiras, voltar ou avançar um caminho, além de servir para unir motivos. O ponto baixo, curto e compacto, é a base para todos os outros. O ponto alto é mais alto que o meio ponto e é geralmente usado sozinho ou em combinações, para criar padrões texturizadas, permitindo criar um tecido leve. O último ponto, é de todos o mais alto por ser duplo. Usado em sequência permite criar um tecido leve.
Os quadrados individuais, são por fim, unidos e cosidos uns aos outros, até atingir a dimensão pretendida para a toalha de mesa.
O processo de confeção geralmente se inicia pelo chamado ponto corrente ou ponto corda, ou seja, uma sequência de pontos nós corrediços. É um ponto básico, usado para iniciar trabalhos lineares ou circulares. Com este ponto, cose o bordo à volta do quadrado de tecido, arrematando-o.
Para além destas peças, também se confecionam peças de vestuário, tapetes e peças de vestuário para animais de companhia.
Origem/Historial: Malha ou espécie de renda, confecionadas com uma agulha de bico terminada em gancho e que utiliza um fio continuo, normalmente fio de lã, fio de algodão de seda ou de linho.
A palavra croché deriva do francês antigo crochet, um diminutivo de croché que significa “gancho”. Foi usado nas rendas francesas no século XVII, como ponto, para unir peças separadas de renda.
A origem das rendas de croché não é unanime, para uns autores teve origem na Arábia, outros defendem que esta teve origem na confeção de bonecas na China, tradição que depois se espalhou através do Tibete para o mediterrâneo e resto do mundo.
Bibliografia
FERNANDES, Dalila e FERREIRA, César, Cadernos de campo nº 6 "No feminino. Rituais de passagem: O casamento".
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Com o ponto de corda, cose o bordo à volta do quadrado de tecido, arrematando-o..jpg
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