Caracterização: Antigamente os carros de cesto eram construídos pelos mestres de obra de vime, na freguesia da Camacha, grande centro deste tipo de artesanato, ou esses artífices deslocavam-se ao Monte, para os construir, com exceção do assento, inicialmente em palha de trigo e forrado com tecido, que era confecionado nas oficinas do Monte.
Atualmente, estes veículos são confecionados por uma artífice, o "carreiro" José Ricardo Vieira, que mantém viva a tradição, utilizando as técnicas tradicionais de carpintaria, cestaria em vime e estofamento, sendo todo o processo manual. O ofício é transmitido no seio familiar, tendo sido o seu pai José Vieira, já reformado, que transmitiu o "saber-fazer". Segundo o artesão, o carro de cesto tem, em em média, três anos de vida. Ao fim desse tempo, torna-se mais compensatório construir um novo.
O carro confecionado neste levantamento de campo, foi construído durante três dias e na sua conceção foram utilizados trezentos vimes.
O artífice mergulha os vimes num poço com água, durante cerca de três horas, retira-os e coloca-os a secar, durante cerca de uma hora.
A construção do carro começa pela base, também designada por fundo, compartimento situado sob o assento, onde os carreiros guardam os seus objetos pessoais. É composta por duas ripas de eucaliptos e três do mesmo material, colocadas perpendicularmente. Na extremidade (a zona onde o passageiro coloca os pés) é pregada uma tábua de pinho. Em seguida são pregados, nas ripas da base, vinte e sete vimes grossos e cruzados nas pontas, em grupos de três.
O artesão entrelaça os vimes, um a um, entre os vinte e sete vimes da base, com um espaçamento de quinze centímetros. Cruza os vimes mais grossos, com o troço de fora, os quais serão depois curvados, para construir as paredes laterais do carro. À medida que os vai entrelaçando, vai apertando com o martelo.
Concluída a base, são feitos oito furos nos dois barrotes de madeira da base, quatro de cada lado, nos quais são encaixados oito ferros arredondados, os pilares, que irão suportar a estrutura do carro.
Os vimes grossos da base são curvados e colocados na posição vertical, apoiados numa ripa de madeira, começando a caixa a ganhar forma.
Os vimes são cortados em cunha e o artífice vai entrelaçando-os um a um, na base, no intervalo das hastes que foram dobradas, cruzando-os, por dentro e por fora dessas hastes. Os vimes da parte inferior das paredes laterais, são mais grossos, proporcionando ao carro mais consistência e um melhor aspeto.
Quando as paredes atingem os vinte e seis centímetros de altura, o artífice curva-as, confecionando uma trança, com vimes mais grossos, reforçando esta zona, na qual irá encaixar o assento.
O artífice coloca as tábuas do assento nos ferros, nos quais foram fixados os barrotes laterais da base. Para dar continuidade ao encosto, prossegue o entrelaçamento, cruzando os vimes com as hastes que vêm desde a base.
De forma a disfarçar o local preparado para colocar o assento, entrelaça os vimes mais grossos, em trança, até o entrelaçado ficar nivelado.
Depois das costas concluídas, o passo seguinte é cortar as hastes de forma aguçada, e marcar, numa ripa de madeira, o local onde serão feitos os furos.
A ripa de madeira é furada e encaixada nas hastes aguçadas.
Os bicos das hastes são aparadas e os buracos calafetados com cunhas de vime. O artífice segue o mesmo procedimento para a tábua do afinca pés, o suporte de apoio aos pés, e a tábua do afinca braços, de apoio aos braços.
É colocada uma ripa de madeira em volta de toda estrutura, para que o acabamento fique uniforme. Na parte trás, a estrutura do suporte de apoio às costas, designado de vista, é reforçada com uma ripa grossa, que encaixa nos ferros, fixos na base.
O artífice passa uma lixa na madeira, para dar acabamento à peça. O carro é lavado, com água de pressão, para retirar todas as impurezas dos vimes e fica a secar.
Após a secagem, o artífice dá início ao estofamento do assento, pregando uma placa de couro na base, o qual é forrada com plástico transparente.
Depois de colocadas as esponjas, com cerca de dez centímetros de espessura, na base, nas laterais e no encosto, o artesão forra-as com um tecido branco, preso com grampos e depois com o tecido, com motivos regionais ou florais.
O estofamento é fixado à estrutura de carro, com uma agulha improvisada pelo artesão, um arame comprido e pontiagudo, com um orifício, no qual é introduzido um fio de nylon grosso, passando o artesão a agulha com o fio, por entre os vimes e o tecido.
Para o remate do estofamento, coloca uma fita à volta deste. A sua cor varia consoante o tecido.
De forma a reforçar a estrutura do carro, são pregadas chapas de ferro nas extremidades.
Nas extremidades dos dois barrotes da base são pregadas os malhares, duas ripas de eucalipto, com cerca de três centímetros de espessura, arredondadas na parte da frente, as quais, untadas com sebo, permitem ao carro deslizar com maior facilidade.
Nas extremidades dos malhares, são feitos dois orifícios, os focinhos, nos quais se introduzem as cordas ou correias, que servirão para conduzir e orientar o carro.
Para concluir, o carro é marcado com um número, na sua base, número esse que serve para controle interno da Associação. A nomenclatura de um carro de cesto, comporta vários aspetos que muitas vezes passam despercebidos aos seus utilizadores e aos curiosos deste meio de transporte. Em traços gerais, é formado pelas seguintes partes:
Afinca braços: suporte de apoio aos braços;
Afinca pés: suporte de apoio aos pés;
Assento: lugar onde os passageiros se sentam;
Cordas ou correias: cordas que servem para orientar o carro no seu percurso;
Costas: parte traseira do carro;
Focinhos: orifícios situados nas extremidades dos malhares, onde se introduzem as cordas ou correias, que servirão para conduzir e orientar o carro;
Fundo: compartimento situado sob o assento onde se guardam objetos pessoais dos carreiros;
Malhares: barras em madeira, situadas nas extremidades da caixa as quais, untadas com sebo, permitem ao carro deslizar com maior facilidade;
Vista: suporte de apoio às costas.
Origem/Historial: Ao longo da segunda metade do século XIX, a freguesia do Monte tornou-se a “Sintra regional”, ou seja, um refúgio romântico para as famílias abastadas do Funchal que, no Verão, preferiam um clima mais fresco. Datam dessa época as inúmeras “quintas de lazer”, casas rodeadas por jardins e parque, algumas atualmente visitáveis e que atraem muitos turistas.
Tudo leva a crer que teria sido naquele local, por volta de 1850, que teriam aparecido os carros de cestos ou carros do Monte, visto não haver qualquer registo anterior a esta data. Supõe-se que surgiu da ideia de Russel Manness Gordon de adaptar a corsa, transporte de carga, a um veículo mais confortável e seguro, de transporte de passageiros, de forma a chegar rapidamente ao Funchal, visto que residia no Monte, na Quinta Gordon - atualmente Quinta Jardins do Imperador - e a sua profissão de comerciante de vinhos o obrigava a deslocações constantes ao centro da cidade.
Outros teriam seguido a sua ideia, tendo inicialmente estes transportes as funções utilitária e de lazer, pois existiam para uso particular de transporte dos seus proprietários e para uso público dos turistas.
A dimensão do carro variava consoante o número de pessoas que transportava, uma, duas ou três. Atualmente, apenas circulam para dois lugares.
Devido ao impulso das escalas de cruzeiros nos finais do Séc. XIX, rapidamente este meio de transporte transformou-se numa atração turística da freguesia do Monte, para os que procuravam um passeio cheio de emoções, com uma vista esplêndida sobre a cidade do Funchal. Atualmente a viagem tem um percurso de 2 km, com a duração aproximada de 10 minutos, a uma velocidade que chega a atingir os 48 km à hora.
Inicia-se no Caminho do Monte e termina no Livramento ou na Rua Bartolomeu Perestrelo.
Antigamente, após a chegada ao Funchal, o carreiro transportava o carro às costas, até ao Monte, para iniciar nova viagem. Atualmente o transporte é feito com o auxílio de uma carrinha de caixa aberta.
Isabel de França, que viveu na Ilha da Madeira de 16 de Agosto de 1853 a 4 de Junho 1954, no Jornal de Uma Visita à Madeira e a Portugal, descreveu este tipo de transporte: «Assemelha-se a um canapé mais curto, feito de vimes bem forrado e almofadado, o qual está fixo a um trenó e ligado a cordas; dois homens dão-lhe um empurrão e ele desce a calçada pelo seu próprio peso, num andamento que é natural, se acelera a cada instante, enquanto os ditos homens seguram as cordas e correm atrás a grande velocidade, fazendo o possível por evitar que o trenó se precipite. Ainda mais esquisito do que o carro de bois vai como uma bala disparada; a velocidade qua atinge é inconcebível e, para mim, um mistério como os carreiros o manobram tão depressa e tão afastados dele: nunca perdem o domínio e conseguem acelerar ou afrouxar à vontade. Admirável também a forma como o desviam quando o encontram no caminho o carro de bois, palanquim, ou seja, lá o que for.»
Dos momentos mais marcantes da História dos carros de cesto, destacam-se a viagem do Presidente da República, Marechal Carmona, na sua visita à Madeira em 1938, o da arquiduquesa Isabel Stolberg e do príncipe Leopoldo d’Arenberg, que casaram nesta localidade em 1995 e a viagem do Príncipe Alberto Mónaco, na sua visita à Madeira, em 2017.
Bibliografia
SILVA, Padre Fernando Augusto; MENEZES, Carlos Azevedo de, "Elucidário Madeirense", Secretaria Regional de Turismo e Cultura, DRAC, Funchal, 1998.
AGUIAR, Luísa Filipa; "Os Carros do Monte", in Revista Islenha, Nº 18, janeiro, 1996,
CARVALHO, Luís Manuel Correia; CAMACHO, Rui; "Os Carros de Cesto do Monte. Visão de um bem patrimonial único no mundo", in Revista Xarabanda, 2000-2001
TRIGO, Adriano A; Annibal; Roteiro e Guia do Funchal, Typografia Esperança, Funchal, 1910
Exposições
Viagens com mais de um Século de História
Museu Etnográfico da Madeira
22/1/2019 a 24/4/2019
Exposição Física
Multimédia
Descida em carro de cesto.jpg
Imagem
carro para uma pessoa.jpg
Imagem
transporte dos carros na carrinha.jpg
Imagem
José Vieira - pai.jpg
Imagem
1-Preparando os vimes para a base.jpg
Imagem
2-Pregando os vimes na base.jpg
Imagem
3-Os 27 vimes que compõem a base.jpg
Imagem
4-Cruzando os vimes da base.jpg
Imagem
6-Cortando os ferros.jpg
Imagem
8-Encaixando os ferros.jpg
Imagem
9-Curvando as hastes da base.jpg
Imagem
10-Fazendo a cunha para o vime encaixar.jpg
Imagem
11-Encaixando os vimes na base.jpg
Imagem
12-Cruzando os vimes das paredes laterais.jpg
Imagem
19- Cortando os vimes para encaixar a ripa.jpg
Imagem
20- A riscar a ripa para furar.jpg
Imagem
21- A Furar a tábua.jpg
Imagem
22-A encaixar a tábua.jpg
Imagem
23 - Cortar as pontas.jpg
Imagem
25-Os braços.jpg
Imagem
26- Os ferros e o barrote traseiro.jpg
Imagem
27-Lixando a madeira.jpg
Imagem
29-Lavando o carro.jpg
Imagem
31- Forrando o assento.jpg
Imagem
32-Forrando o assento.jpg
Imagem
33- Forrando o assento.jpg
Imagem
35- Forrando o assento.jpg
Imagem
36-Forrando o assento.jpg
Imagem
37- Agulha para coser o assento.jpg
Imagem
38-Cosendo o assento.jpg
Imagem
39- Colocando a fita.jpg
Imagem
40- Coloca a fita.jpg
Imagem
47-Chapa de ferro.jpg
Imagem
48- Chapa de ferro.jpg
Imagem
49-Ripa da base.jpg
Imagem
50- A ripa da base.jpg
Imagem
41- Forrando o barrote para passar a corda.jpg
Imagem
43- Numerando o carro.jpg
Imagem
44- O carro está pronto a circular.jpg
Imagem
1-Carros de cesto e carreiros do monte, junto aos restaurantes Bella Campina e Bello Monte.jpg
Imagem
2- Escadaria de Acesso à Igreja de Nossa Senhora do Monte.jpg
Imagem
3- Descida em carro de cesto no caminho do Monte, freguesia do Monte, Funchal.jpg
Imagem
4- Descida em carro de cesto no Caminho do Monte.jpg
Imagem
5- Descida em carro de cesto junto ao fontenário Carlos Murray.jpg
Imagem
6- Vista da freguesia do Monte 1930.jpg
Imagem
7- Largo da Fonte freguesia do Monte 1930.jpg
Imagem
8- Largo da fonte Freguesia do Monte 1930.jpg
Imagem
9- Alçado sul do edifício e jardim Quinta do Monte.jpg
Imagem
10- Alçado Este do edifício e jardim Quinta do Monte.jpg
Imagem
11- Descida do Terreiro da Luta em Carro de Cesto 1932.jpg
Imagem
12- Comboio da Companhia do Caminho de Ferro do Monte.jpg
Imagem
13- Entrada do Monte Palace Hotel no Caminho do Monte.jpg
Imagem
14- Descida em carro de cesto no Caminho do Monte.jpg
Imagem
15- Os Reis D.Carlos e D. Amélia em carro de cesto à saida da Quinta da Choupana.jpg
Imagem
16- Carro de cesto na descida da Rua de Santa Luzia, freguesia de Santa Luzia.jpg
Imagem
1- Sede da Associação dos Carreiros, junto à escadaria que dá acesso à Igreja da Nossa Senhora do Monte.JPG
Imagem
2- Os gatos de estimação dos Carreiros.JPG
Imagem
3-Momentos de pausa dos carreiros1.JPG
Imagem
4- Chapéus de palha e cordas dos carreiros.JPG
Imagem
5-Aplicação do sebo nos “malhares” para que o carro deslize com facilidade.JPG
Imagem
6- Carreiros a jogar às cartas no bar.JPG
Imagem
8 - Largo da Fonte.JPG
Imagem
9- Largo da Fonte.JPG
Imagem
10- Início da descida, Largo da Fonte.JPG
Imagem
11- Descida Rua Bartolomeu Perestrelo.jpg
Imagem
12- Descida Rua Bartolomeu Perestrelo.JPG
Imagem
13- Quando o carro não desliza, é puxado pelos carreiros.JPG
Imagem
14- Terminal do Livramento, Funchal.JPG
Imagem
15- Terminal do Livramento, Funchal.JPG
Imagem
16- Os carros são levados para junto do camião que os transportará de volta.JPG
Imagem
17- Os carros são carregados no camião.JPG
Imagem
18- Regresso dos Carreiros ao Monte.JPG
Imagem
19- Carreiros no Largo da Fonte.JPG
Imagem
19- Carreiros no Largo da Fonte.JPG
Imagem
20- Os Carreiros descarregam os carros do camião.JPG
Imagem
21- Transporte dos carros para junto da zona de descida.JPG
Imagem
22- Carros estacionados no ponto de partida.JPG
Imagem
carro do monte.JPG
Imagem
Descida em carro de cesto.jpg
carro para uma pessoa.jpg
transporte dos carros na carrinha.jpg
José Vieira - pai.jpg
1-Preparando os vimes para a base.jpg
2-Pregando os vimes na base.jpg
3-Os 27 vimes que compõem a base.jpg
4-Cruzando os vimes da base.jpg
6-Cortando os ferros.jpg
8-Encaixando os ferros.jpg
9-Curvando as hastes da base.jpg
10-Fazendo a cunha para o vime encaixar.jpg
11-Encaixando os vimes na base.jpg
12-Cruzando os vimes das paredes laterais.jpg
19- Cortando os vimes para encaixar a ripa.jpg
20- A riscar a ripa para furar.jpg
21- A Furar a tábua.jpg
22-A encaixar a tábua.jpg
23 - Cortar as pontas.jpg
25-Os braços.jpg
26- Os ferros e o barrote traseiro.jpg
27-Lixando a madeira.jpg
29-Lavando o carro.jpg
31- Forrando o assento.jpg
32-Forrando o assento.jpg
33- Forrando o assento.jpg
35- Forrando o assento.jpg
36-Forrando o assento.jpg
37- Agulha para coser o assento.jpg
38-Cosendo o assento.jpg
39- Colocando a fita.jpg
40- Coloca a fita.jpg
47-Chapa de ferro.jpg
48- Chapa de ferro.jpg
49-Ripa da base.jpg
50- A ripa da base.jpg
41- Forrando o barrote para passar a corda.jpg
43- Numerando o carro.jpg
44- O carro está pronto a circular.jpg
1-Carros de cesto e carreiros do monte, junto aos restaurantes Bella Campina e Bello Monte.jpg
2- Escadaria de Acesso à Igreja de Nossa Senhora do Monte.jpg
3- Descida em carro de cesto no caminho do Monte, freguesia do Monte, Funchal.jpg
4- Descida em carro de cesto no Caminho do Monte.jpg
5- Descida em carro de cesto junto ao fontenário Carlos Murray.jpg
6- Vista da freguesia do Monte 1930.jpg
7- Largo da Fonte freguesia do Monte 1930.jpg
8- Largo da fonte Freguesia do Monte 1930.jpg
9- Alçado sul do edifício e jardim Quinta do Monte.jpg
10- Alçado Este do edifício e jardim Quinta do Monte.jpg
11- Descida do Terreiro da Luta em Carro de Cesto 1932.jpg
12- Comboio da Companhia do Caminho de Ferro do Monte.jpg
13- Entrada do Monte Palace Hotel no Caminho do Monte.jpg
14- Descida em carro de cesto no Caminho do Monte.jpg
15- Os Reis D.Carlos e D. Amélia em carro de cesto à saida da Quinta da Choupana.jpg
16- Carro de cesto na descida da Rua de Santa Luzia, freguesia de Santa Luzia.jpg
1- Sede da Associação dos Carreiros, junto à escadaria que dá acesso à Igreja da Nossa Senhora do Monte.JPG
2- Os gatos de estimação dos Carreiros.JPG
3-Momentos de pausa dos carreiros1.JPG
4- Chapéus de palha e cordas dos carreiros.JPG
5-Aplicação do sebo nos “malhares” para que o carro deslize com facilidade.JPG
6- Carreiros a jogar às cartas no bar.JPG
8 - Largo da Fonte.JPG
9- Largo da Fonte.JPG
10- Início da descida, Largo da Fonte.JPG
11- Descida Rua Bartolomeu Perestrelo.jpg
12- Descida Rua Bartolomeu Perestrelo.JPG
13- Quando o carro não desliza, é puxado pelos carreiros.JPG
14- Terminal do Livramento, Funchal.JPG
15- Terminal do Livramento, Funchal.JPG
16- Os carros são levados para junto do camião que os transportará de volta.JPG
17- Os carros são carregados no camião.JPG
18- Regresso dos Carreiros ao Monte.JPG
19- Carreiros no Largo da Fonte.JPG
19- Carreiros no Largo da Fonte.JPG
20- Os Carreiros descarregam os carros do camião.JPG
21- Transporte dos carros para junto da zona de descida.JPG