Santo Amaro, em maçapão

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Cadeia operatória da confeção de uma figura antropomórfica representando o Santo Amaro, utilizada num ritual das festas em honra deste santo, na Ribeira Brava.
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  • Museu: Museu Etnográfico da Madeira
  • Categoria: Fotografia
  • Autor: Florêncio Pereira
  • Descrição: Fase 1 da cadeia operatória: a artesã descasca a batata doce, após a sua cozedura. O dia 15 de Janeiro, para além de ser designado como Dia de Santo Amaro, é também conhecido como o “dia de varrer os armários”, tradição secular que encerra no arquipélago da Madeira os festejos de Natal. Antigamente, toda a família reunia-se neste dia para assistir ao desarmar do presépio e festejar este Santo. Deitavam-se fora as searas, retiravam-se as frutas, o Menino era guardado no oratório e os pastorinhos nas caixas, até o ano seguinte. E na véspera, o povo andava de porta em porta, cantando ao som dos instrumentos tradicionais, quadras alusivas a este Santo. Munidos de uma vassoura, para “varrer os armários”, entravam cantando e serviam-se de vinho, licores, doces e fruta da lapinha, repetindo o ritual em todas as casas amigas. No sítio da Achada, freguesia e concelho da Ribeira Brava, além da vassoura levavam uma figura antropomórfica, em maçapão, representando o Santo Amaro, o qual era colocada num cesto ou numa caixa, ornamentada com flores. Apesar de possuir muitos anos de tradição, este ritual parece ter sido pouco usual no arquipélago, só se conhecendo testemunhos da sua prática, neste concelho. O costume de representar um Santo numa figura de maçapão, ou partes do corpo humano, é comum em diferentes regiões da Europa Estas figuras confecionadas com produtos agrícolas, são símbolos de abundância e aparecem em certos casos como garantias talismânicas de prosperidade e abundância.
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  • Museu: Museu Etnográfico da Madeira
  • Categoria: Fotografia
  • Autor: Florêncio Pereira
  • Descrição: Fase 2 da cadeia operatória: depois de cozida e descascada, a artesã rala a batata-doce, numa ralador manual. O dia 15 de Janeiro, para além de ser designado como Dia de Santo Amaro, é também conhecido como o “dia de varrer os armários”, tradição secular que encerra no arquipélago da Madeira os festejos de Natal. Antigamente, toda a família reunia-se neste dia para assistir ao desarmar do presépio e festejar este Santo. Deitavam-se fora as searas, retiravam-se as frutas, o Menino era guardado no oratório e os pastorinhos nas caixas, até o ano seguinte. E na véspera, o povo andava de porta em porta, cantando ao som dos instrumentos tradicionais, quadras alusivas a este Santo. Munidos de uma vassoura, para “varrer os armários”, entravam cantando e serviam-se de vinho, licores, doces e fruta da lapinha, repetindo o ritual em todas as casas amigas. No sítio da Achada, freguesia e concelho da Ribeira Brava, além da vassoura levavam uma figura antropomórfica, em maçapão, representando o Santo Amaro, o qual era colocada num cesto ou numa caixa, ornamentada com flores. Apesar de possuir muitos anos de tradição, este ritual parece ter sido pouco usual no arquipélago, só se conhecendo testemunhos da sua prática, neste concelho. O costume de representar um Santo numa figura de maçapão, ou partes do corpo humano, é comum em diferentes regiões da Europa Estas figuras confecionadas com produtos agrícolas, são símbolos de abundância e aparecem em certos casos como garantias talismânicas de prosperidade e abundância.
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  • Categoria: Fotografia
  • Autor: Florêncio Pereira
  • Descrição: Fase 3 da cadeia operatória:a artesã, "peneira" o "rolão" (farinha de trigo mais grossa, que antigamente era obtida pelo moleiro, na malha mais grossa do peneiro, quando peneiravam manualmente, no peneiro de manivela, existente nos moinhos. Atualmente é produzido industrialmente). O dia 15 de Janeiro, para além de ser designado como Dia de Santo Amaro, é também conhecido como o “dia de varrer os armários”, tradição secular que encerra no arquipélago da Madeira os festejos de Natal. Antigamente, toda a família reunia-se neste dia para assistir ao desarmar do presépio e festejar este Santo. Deitavam-se fora as searas, retiravam-se as frutas, o Menino era guardado no oratório e os pastorinhos nas caixas, até o ano seguinte. E na véspera, o povo andava de porta em porta, cantando ao som dos instrumentos tradicionais, quadras alusivas a este Santo. Munidos de uma vassoura, para “varrer os armários”, entravam cantando e serviam-se de vinho, licores, doces e fruta da lapinha, repetindo o ritual em todas as casas amigas. No sítio da Achada, freguesia e concelho da Ribeira Brava, além da vassoura levavam uma figura antropomórfica, em maçapão, representando o Santo Amaro, o qual era colocada num cesto ou numa caixa, ornamentada com flores. Apesar de possuir muitos anos de tradição, este ritual parece ter sido pouco usual no arquipélago, só se conhecendo testemunhos da sua prática, neste concelho. O costume de representar um Santo numa figura de maçapão, ou partes do corpo humano, é comum em diferentes regiões da Europa. Estas figuras confecionadas com produtos agrícolas, são símbolos de abundância e aparecem em certos casos como garantias talismânicas de prosperidade e abundância.
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  • Categoria: Fotografia
  • Autor: Florêncio Pereira
  • Descrição: Fase 5 da cadeia operatória: a artesã amassa os ingredientes (batata-doce e "rolão") num alguidar, de forma a uni-los, originando a massa para a confeção do boneco. O dia 15 de Janeiro, para além de ser designado como Dia de Santo Amaro, é também conhecido como o “dia de varrer os armários”, tradição secular que encerra no arquipélago da Madeira os festejos de Natal. Antigamente, toda a família reunia-se neste dia para assistir ao desarmar do presépio e festejar este Santo. Deitavam-se fora as searas, retiravam-se as frutas, o Menino era guardado no oratório e os pastorinhos nas caixas, até o ano seguinte. E na véspera, o povo andava de porta em porta, cantando ao som dos instrumentos tradicionais, quadras alusivas a este Santo. Munidos de uma vassoura, para “varrer os armários”, entravam cantando e serviam-se de vinho, licores, doces e fruta da lapinha, repetindo o ritual em todas as casas amigas. No sítio da Achada, freguesia e concelho da Ribeira Brava, além da vassoura levavam uma figura antropomórfica, em maçapão, representando o Santo Amaro, o qual era colocada num cesto ou numa caixa, ornamentada com flores. Apesar de possuir muitos anos de tradição, este ritual parece ter sido pouco usual no arquipélago, só se conhecendo testemunhos da sua prática, neste concelho. O costume de representar um Santo numa figura de maçapão, ou partes do corpo humano, é comum em diferentes regiões da Europa. Estas figuras confecionadas com produtos agrícolas, são símbolos de abundância e aparecem em certos casos como garantias talismânicas de prosperidade e abundância.
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  • Autor: Florêncio Pereira
  • Descrição: Fase 6 da cadeia operatória: a artesã dá à massa a forma de um rolo, iniciando a modelagem. A figura é modelada à mão nua. O dia 15 de Janeiro, para além de ser designado como Dia de Santo Amaro, é também conhecido como o “dia de varrer os armários”, tradição secular que encerra no arquipélago da Madeira os festejos de Natal. Antigamente, toda a família reunia-se neste dia para assistir ao desarmar do presépio e festejar este Santo. Deitavam-se fora as searas, retiravam-se as frutas, o Menino era guardado no oratório e os pastorinhos nas caixas, até o ano seguinte. E na véspera, o povo andava de porta em porta, cantando ao som dos instrumentos tradicionais, quadras alusivas a este Santo. Munidos de uma vassoura, para “varrer os armários”, entravam cantando e serviam-se de vinho, licores, doces e fruta da lapinha, repetindo o ritual em todas as casas amigas. No sítio da Achada, freguesia e concelho da Ribeira Brava, além da vassoura levavam uma figura antropomórfica, em maçapão, representando o Santo Amaro, o qual era colocada num cesto ou numa caixa, ornamentada com flores. Apesar de possuir muitos anos de tradição, este ritual parece ter sido pouco usual no arquipélago, só se conhecendo testemunhos da sua prática, neste concelho. O costume de representar um Santo numa figura de maçapão, ou partes do corpo humano, é comum em diferentes regiões da Europa. Estas figuras confecionadas com produtos agrícolas, são símbolos de abundância e aparecem em certos casos como garantias talismânicas de prosperidade e abundância.
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  • Autor: Florêncio Pereira
  • Descrição: Fase 9 da cadeia operatória: a artesã modela o pescoço, a cabeça e depois o nariz. O dia 15 de Janeiro, para além de ser designado como Dia de Santo Amaro, é também conhecido como o “dia de varrer os armários”, tradição secular que encerra no arquipélago da Madeira os festejos de Natal. Antigamente, toda a família reunia-se neste dia para assistir ao desarmar do presépio e festejar este Santo. Deitavam-se fora as searas, retiravam-se as frutas, o Menino era guardado no oratório e os pastorinhos nas caixas, até o ano seguinte. E na véspera, o povo andava de porta em porta, cantando ao som dos instrumentos tradicionais, quadras alusivas a este Santo. Munidos de uma vassoura, para “varrer os armários”, entravam cantando e serviam-se de vinho, licores, doces e fruta da lapinha, repetindo o ritual em todas as casas amigas. No sítio da Achada, freguesia e concelho da Ribeira Brava, além da vassoura levavam uma figura antropomórfica, em maçapão, representando o Santo Amaro, o qual era colocada num cesto ou numa caixa, ornamentada com flores. Apesar de possuir muitos anos de tradição, este ritual parece ter sido pouco usual no arquipélago, só se conhecendo testemunhos da sua prática, neste concelho. O costume de representar um Santo numa figura de maçapão, ou partes do corpo humano, é comum em diferentes regiões da Europa. Estas figuras confecionadas com produtos agrícolas, são símbolos de abundância e aparecem em certos casos como garantias talismânicas de prosperidade e abundância.
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  • Categoria: Fotografia
  • Autor: Florêncio Pereira
  • Descrição: Fase 10 da cadeia operatória: com o auxílio de uma faca, a artífice faz uma abertura na massa, no lugar onde corresponde a cabeça do boneco e modela a boca da figura. O dia 15 de Janeiro, para além de ser designado como Dia de Santo Amaro, é também conhecido como o “dia de varrer os armários”, tradição secular que encerra no arquipélago da Madeira os festejos de Natal. Antigamente, toda a família reunia-se neste dia para assistir ao desarmar do presépio e festejar este Santo. Deitavam-se fora as searas, retiravam-se as frutas, o Menino era guardado no oratório e os pastorinhos nas caixas, até o ano seguinte. E na véspera, o povo andava de porta em porta, cantando ao som dos instrumentos tradicionais, quadras alusivas a este Santo. Munidos de uma vassoura, para “varrer os armários”, entravam cantando e serviam-se de vinho, licores, doces e fruta da lapinha, repetindo o ritual em todas as casas amigas. No sítio da Achada, freguesia e concelho da Ribeira Brava, além da vassoura levavam uma figura antropomórfica, em maçapão, representando o Santo Amaro, o qual era colocada num cesto ou numa caixa, ornamentada com flores. Apesar de possuir muitos anos de tradição, este ritual parece ter sido pouco usual no arquipélago, só se conhecendo testemunhos da sua prática, neste concelho. O costume de representar um Santo numa figura de maçapão, ou partes do corpo humano, é comum em diferentes regiões da Europa. Estas figuras confecionadas com produtos agrícolas, são símbolos de abundância e aparecem em certos casos como garantias talismânicas de prosperidade e abundância.
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  • Autor: Florêncio Pereira
  • Descrição: Fase 11 da cadeia operatória:a artífice coloca os dentes (pequenos sectores de cana vieira), uma a um, no lugar onde corresponde a boca. O dia 15 de Janeiro, para além de ser designado como Dia de Santo Amaro, é também conhecido como o “dia de varrer os armários”, tradição secular que encerra no arquipélago da Madeira os festejos de Natal. Antigamente, toda a família reunia-se neste dia para assistir ao desarmar do presépio e festejar este Santo. Deitavam-se fora as searas, retiravam-se as frutas, o Menino era guardado no oratório e os pastorinhos nas caixas, até o ano seguinte. E na véspera, o povo andava de porta em porta, cantando ao som dos instrumentos tradicionais, quadras alusivas a este Santo. Munidos de uma vassoura, para “varrer os armários”, entravam cantando e serviam-se de vinho, licores, doces e fruta da lapinha, repetindo o ritual em todas as casas amigas. No sítio da Achada, freguesia e concelho da Ribeira Brava, além da vassoura levavam uma figura antropomórfica, em maçapão, representando o Santo Amaro, o qual era colocada num cesto ou numa caixa, ornamentada com flores. Apesar de possuir muitos anos de tradição, este ritual parece ter sido pouco usual no arquipélago, só se conhecendo testemunhos da sua prática, neste concelho. O costume de representar um Santo numa figura de maçapão, ou partes do corpo humano, é comum em diferentes regiões da Europa. Estas figuras, confecionadas com produtos agrícolas, são símbolos de abundância e aparecem em certos casos como garantias talismânicas de prosperidade e abundância.
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  • Categoria: Fotografia
  • Autor: Florêncio Pereira
  • Descrição: Fase 12 da cadeia operatória: é recortada a massa, nos locais que representam os braços, as mãos e os dedos da figura. O dia 15 de Janeiro, para além de ser designado como Dia de Santo Amaro, é também conhecido como o “dia de varrer os armários”, tradição secular que encerra no arquipélago da Madeira os festejos de Natal. Antigamente, toda a família reunia-se neste dia para assistir ao desarmar do presépio e festejar este Santo. Deitavam-se fora as searas, retiravam-se as frutas, o Menino era guardado no oratório e os pastorinhos nas caixas, até o ano seguinte. E na véspera, o povo andava de porta em porta, cantando ao som dos instrumentos tradicionais, quadras alusivas a este Santo. Munidos de uma vassoura, para “varrer os armários”, entravam cantando e serviam-se de vinho, licores, doces e fruta da lapinha, repetindo o ritual em todas as casas amigas. No sítio da Achada, freguesia e concelho da Ribeira Brava, além da vassoura levavam uma figura antropomórfica, em maçapão, representando o Santo Amaro, o qual era colocada num cesto ou numa caixa, ornamentada com flores. Apesar de possuir muitos anos de tradição, este ritual parece ter sido pouco usual no arquipélago, só se conhecendo testemunhos da sua prática, neste concelho. O costume de representar um Santo numa figura de maçapão, ou partes do corpo humano, é comum em diferentes regiões da Europa. Estas figuras, confecionadas com produtos agrícolas, são símbolos de abundância e aparecem em certos casos como garantias talismânicas de prosperidade e abundância.
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  • Categoria: Fotografia
  • Autor: Florêncio Pereira
  • Descrição: Fase 13 da cadeia operatória: Com o auxílio da ponta da faca desenha na massa a gola da camisa, o casaco e depois a gravata e as algibeiras do casaco. O dia 15 de Janeiro, para além de ser designado como Dia de Santo Amaro, é também conhecido como o “dia de varrer os armários”, tradição secular que encerra no arquipélago da Madeira os festejos de Natal. Antigamente, toda a família reunia-se neste dia para assistir ao desarmar do presépio e festejar este Santo. Deitavam-se fora as searas, retiravam-se as frutas, o Menino era guardado no oratório e os pastorinhos nas caixas, até o ano seguinte. E na véspera, o povo andava de porta em porta, cantando ao som dos instrumentos tradicionais, quadras alusivas a este Santo. Munidos de uma vassoura, para “varrer os armários”, entravam cantando e serviam-se de vinho, licores, doces e fruta da lapinha, repetindo o ritual em todas as casas amigas. No sítio da Achada, freguesia e concelho da Ribeira Brava, além da vassoura levavam uma figura antropomórfica, em maçapão, representando o Santo Amaro, o qual era colocada num cesto ou numa caixa, ornamentada com flores. Apesar de possuir muitos anos de tradição, este ritual parece ter sido pouco usual no arquipélago, só se conhecendo testemunhos da sua prática, neste concelho. O costume de representar um Santo numa figura de maçapão, ou partes do corpo humano, é comum em diferentes regiões da Europa. Estas figuras, confecionadas com produtos agrícolas, são símbolos de abundância e aparecem em certos casos como garantias talismânicas de prosperidade e abundância.
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  • Autor: Florêncio Pereira
  • Descrição: Fase 14 da cadeia operatória: Boneco já modelado na íntegra. O dia 15 de Janeiro, para além de ser designado como Dia de Santo Amaro, é também conhecido como o “dia de varrer os armários”, tradição secular que encerra no arquipélago da Madeira os festejos de Natal. Antigamente, toda a família reunia-se neste dia para assistir ao desarmar do presépio e festejar este Santo. Deitavam-se fora as searas, retiravam-se as frutas, o Menino era guardado no oratório e os pastorinhos nas caixas, até o ano seguinte. E na véspera, o povo andava de porta em porta, cantando ao som dos instrumentos tradicionais, quadras alusivas a este Santo. Munidos de uma vassoura, para “varrer os armários”, entravam cantando e serviam-se de vinho, licores, doces e fruta da lapinha, repetindo o ritual em todas as casas amigas. No sítio da Achada, freguesia e concelho da Ribeira Brava, além da vassoura levavam uma figura antropomórfica, em maçapão, representando o Santo Amaro, o qual era colocada num cesto ou numa caixa, ornamentada com flores. Apesar de possuir muitos anos de tradição, este ritual parece ter sido pouco usual no arquipélago, só se conhecendo testemunhos da sua prática, neste concelho. O costume de representar um Santo numa figura de maçapão, ou partes do corpo humano, é comum em diferentes regiões da Europa. Estas figuras, confecionadas com produtos agrícolas, são símbolos de abundância e aparecem em certos casos como garantias talismânicas de prosperidade e abundância.
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  • Categoria: Fotografia
  • Autor: Florêncio Pereira
  • Descrição: Fase 16 da cadeia operatória: A artífice coloca os olhos, utilizando para o efeito duas pequenas pedras de carvão vegetal. Estas pedras são também utilizadas para simular os botões do casaco. O dia 15 de Janeiro, para além de ser designado como Dia de Santo Amaro, é também conhecido como o “dia de varrer os armários”, tradição secular que encerra no arquipélago da Madeira os festejos de Natal. Antigamente, toda a família reunia-se neste dia para assistir ao desarmar do presépio e festejar este Santo. Deitavam-se fora as searas, retiravam-se as frutas, o Menino era guardado no oratório e os pastorinhos nas caixas, até o ano seguinte. E na véspera, o povo andava de porta em porta, cantando ao som dos instrumentos tradicionais, quadras alusivas a este Santo. Munidos de uma vassoura, para “varrer os armários”, entravam cantando e serviam-se de vinho, licores, doces e fruta da lapinha, repetindo o ritual em todas as casas amigas. No sítio da Achada, freguesia e concelho da Ribeira Brava, além da vassoura levavam uma figura antropomórfica, em maçapão, representando o Santo Amaro, o qual era colocada num cesto ou numa caixa, ornamentada com flores. Apesar de possuir muitos anos de tradição, este ritual parece ter sido pouco usual no arquipélago, só se conhecendo testemunhos da sua prática, neste concelho. O costume de representar um Santo numa figura de maçapão, ou partes do corpo humano, é comum em diferentes regiões da Europa. Estas figuras, confecionadas com produtos agrícolas, são símbolos de abundância e aparecem em certos casos como garantias talismânicas de prosperidade e abundância.
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  • Autor: Florêncio Pereira
  • Descrição: Fase 17 da cadeia: A artífice está dando uns retoques finais no boneco. O dia 15 de Janeiro, para além de ser designado como Dia de Santo Amaro, é também conhecido como o “dia de varrer os armários”, tradição secular que encerra no arquipélago da Madeira os festejos de Natal. Antigamente, toda a família reunia-se neste dia para assistir ao desarmar do presépio e festejar este Santo. Deitavam-se fora as searas, retiravam-se as frutas, o Menino era guardado no oratório e os pastorinhos nas caixas, até o ano seguinte. E na véspera, o povo andava de porta em porta, cantando ao som dos instrumentos tradicionais, quadras alusivas a este Santo. Munidos de uma vassoura, para “varrer os armários”, entravam cantando e serviam-se de vinho, licores, doces e fruta da lapinha, repetindo o ritual em todas as casas amigas. No sítio da Achada, freguesia e concelho da Ribeira Brava, além da vassoura levavam uma figura antropomórfica, em maçapão, representando o Santo Amaro, o qual era colocada num cesto ou numa caixa, ornamentada com flores. Apesar de possuir muitos anos de tradição, este ritual parece ter sido pouco usual no arquipélago, só se conhecendo testemunhos da sua prática, neste concelho. O costume de representar um Santo numa figura de maçapão, ou partes do corpo humano, é comum em diferentes regiões da Europa. Estas figuras, confecionadas com produtos agrícolas, são símbolos de abundância e aparecem em certos casos como garantias talismânicas de prosperidade e abundância.
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  • Descrição: Fase 18 da cadeia operatória: boneco já modelado. O dia 15 de Janeiro, para além de ser designado como Dia de Santo Amaro, é também conhecido como o “dia de varrer os armários”, tradição secular que encerra no arquipélago da Madeira os festejos de Natal. Antigamente, toda a família reunia-se neste dia para assistir ao desarmar do presépio e festejar este Santo. Deitavam-se fora as searas, retiravam-se as frutas, o Menino era guardado no oratório e os pastorinhos nas caixas, até o ano seguinte. E na véspera, o povo andava de porta em porta, cantando ao som dos instrumentos tradicionais, quadras alusivas a este Santo. Munidos de uma vassoura, para “varrer os armários”, entravam cantando e serviam-se de vinho, licores, doces e fruta da lapinha, repetindo o ritual em todas as casas amigas. No sítio da Achada, freguesia e concelho da Ribeira Brava, além da vassoura levavam uma figura antropomórfica, em maçapão, representando o Santo Amaro, o qual era colocada num cesto ou numa caixa, ornamentada com flores. Apesar de possuir muitos anos de tradição, este ritual parece ter sido pouco usual no arquipélago, só se conhecendo testemunhos da sua prática, neste concelho. O costume de representar um Santo numa figura de maçapão, ou partes do corpo humano, é comum em diferentes regiões da Europa. Estas figuras, confecionadas com produtos agrícolas, são símbolos de abundância e aparecem em certos casos como garantias talismânicas de prosperidade e abundância.
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  • Descrição: Fase 19 da cadeia operatória: Natália Casquilho coloca uma pequena cana vieira que serve de "bordão" debaixo do braço. O dia 15 de Janeiro, para além de ser designado como Dia de Santo Amaro, é também conhecido como o “dia de varrer os armários”, tradição secular que encerra no arquipélago da Madeira os festejos de Natal. Antigamente, toda a família reunia-se neste dia para assistir ao desarmar do presépio e festejar este Santo. Deitavam-se fora as searas, retiravam-se as frutas, o Menino era guardado no oratório e os pastorinhos nas caixas, até o ano seguinte. E na véspera, o povo andava de porta em porta, cantando ao som dos instrumentos tradicionais, quadras alusivas a este Santo. Munidos de uma vassoura, para “varrer os armários”, entravam cantando e serviam-se de vinho, licores, doces e fruta da lapinha, repetindo o ritual em todas as casas amigas. No sítio da Achada, freguesia e concelho da Ribeira Brava, além da vassoura levavam uma figura antropomórfica, em maçapão, representando o Santo Amaro, o qual era colocada num cesto ou numa caixa, ornamentada com flores. Apesar de possuir muitos anos de tradição, este ritual parece ter sido pouco usual no arquipélago, só se conhecendo testemunhos da sua prática, neste concelho. O costume de representar um Santo numa figura de maçapão, ou partes do corpo humano, é comum em diferentes regiões da Europa. Estas figuras, confecionadas com produtos agrícolas, são símbolos de abundância e aparecem em certos casos como garantias talismânicas de prosperidade e abundância.
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  • Descrição: Fase 21 da cadeia operatória: Boneco pronto para ir para o forno. O dia 15 de Janeiro, para além de ser designado como Dia de Santo Amaro, é também conhecido como o “dia de varrer os armários”, tradição secular que encerra no arquipélago da Madeira os festejos de Natal. Antigamente, toda a família reunia-se neste dia para assistir ao desarmar do presépio e festejar este Santo. Deitavam-se fora as searas, retiravam-se as frutas, o Menino era guardado no oratório e os pastorinhos nas caixas, até o ano seguinte. E na véspera, o povo andava de porta em porta, cantando ao som dos instrumentos tradicionais, quadras alusivas a este Santo. Munidos de uma vassoura, para “varrer os armários”, entravam cantando e serviam-se de vinho, licores, doces e fruta da lapinha, repetindo o ritual em todas as casas amigas. No sítio da Achada, freguesia e concelho da Ribeira Brava, além da vassoura levavam uma figura antropomórfica, em maçapão, representando o Santo Amaro, o qual era colocada num cesto ou numa caixa, ornamentada com flores. Apesar de possuir muitos anos de tradição, este ritual parece ter sido pouco usual no arquipélago, só se conhecendo testemunhos da sua prática, neste concelho. O costume de representar um Santo numa figura de maçapão, ou partes do corpo humano, é comum em diferentes regiões da Europa. Estas figuras, confecionadas com produtos agrícolas, são símbolos de abundância e aparecem em certos casos como garantias talismânicas de prosperidade e abundância.
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  • Descrição: Fase 23 da cadeia operatória: a figura é cozida no forno a lenha. O dia 15 de Janeiro, para além de ser designado como Dia de Santo Amaro, é também conhecido como o “dia de varrer os armários”, tradição secular que encerra no arquipélago da Madeira os festejos de Natal. Antigamente, toda a família reunia-se neste dia para assistir ao desarmar do presépio e festejar este Santo. Deitavam-se fora as searas, retiravam-se as frutas, o Menino era guardado no oratório e os pastorinhos nas caixas, até o ano seguinte. E na véspera, o povo andava de porta em porta, cantando ao som dos instrumentos tradicionais, quadras alusivas a este Santo. Munidos de uma vassoura, para “varrer os armários”, entravam cantando e serviam-se de vinho, licores, doces e fruta da lapinha, repetindo o ritual em todas as casas amigas. No sítio da Achada, freguesia e concelho da Ribeira Brava, além da vassoura levavam uma figura antropomórfica, em maçapão, representando o Santo Amaro, o qual era colocada num cesto ou numa caixa, ornamentada com flores. Apesar de possuir muitos anos de tradição, este ritual parece ter sido pouco usual no arquipélago, só se conhecendo testemunhos da sua prática, neste concelho. O costume de representar um Santo numa figura de maçapão, ou partes do corpo humano, é comum em diferentes regiões da Europa. Estas figuras, confecionadas com produtos agrícolas, são símbolos de abundância e aparecem em certos casos como garantias talismânicas de prosperidade e abundância.
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  • Categoria: Fotografia
  • Autor: Florêncio Pereira
  • Descrição: Fase 24 da cadeia operatória: após a cozedura no forno a figura de maçapão encontra-se terminada. O dia 15 de Janeiro, para além de ser designado como Dia de Santo Amaro, é também conhecido como o “dia de varrer os armários”, tradição secular que encerra no arquipélago da Madeira os festejos de Natal. Antigamente, toda a família reunia-se neste dia para assistir ao desarmar do presépio e festejar este Santo. Deitavam-se fora as searas, retiravam-se as frutas, o Menino era guardado no oratório e os pastorinhos nas caixas, até o ano seguinte. E na véspera, o povo andava de porta em porta, cantando ao som dos instrumentos tradicionais, quadras alusivas a este Santo. Munidos de uma vassoura, para “varrer os armários”, entravam cantando e serviam-se de vinho, licores, doces e fruta da lapinha, repetindo o ritual em todas as casas amigas. No sítio da Achada, freguesia e concelho da Ribeira Brava, além da vassoura levavam uma figura antropomórfica, em maçapão, representando o Santo Amaro, o qual era colocada num cesto ou numa caixa, ornamentada com flores. Apesar de possuir muitos anos de tradição, este ritual parece ter sido pouco usual no arquipélago, só se conhecendo testemunhos da sua prática, neste concelho. O costume de representar um Santo numa figura de maçapão, ou partes do corpo humano, é comum em diferentes regiões da Europa. Estas figuras, confecionadas com produtos agrícolas, são símbolos de abundância e aparecem em certos casos como garantias talismânicas de prosperidade e abundância.
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Cadeia operatória da confeção de uma figura antropomórfica representando o Santo Amaro, utilizada num ritual das festas em honra deste santo, na Ribeira Brava.
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  • Museu: Museu Etnográfico da Madeira
  • Categoria: Fotografia
  • Autor: Florêncio Pereira
  • Descrição: Fases 25 da cadeia operatória: depois de cozida, a figura antropomórfica é colocada numa caixa e é ornamentada em toda a volta, com flores e verdura. O dia 15 de Janeiro, para além de ser designado como Dia de Santo Amaro, é também conhecido como o “dia de varrer os armários”, tradição secular que encerra no arquipélago da Madeira os festejos de Natal. Antigamente, toda a família reunia-se neste dia para assistir ao desarmar do presépio e festejar este Santo. Deitavam-se fora as searas, retiravam-se as frutas, o Menino era guardado no oratório e os pastorinhos nas caixas, até o ano seguinte. E na véspera, o povo andava de porta em porta, cantando ao som dos instrumentos tradicionais, quadras alusivas a este Santo. Munidos de uma vassoura, para “varrer os armários”, entravam cantando e serviam-se de vinho, licores, doces e fruta da lapinha, repetindo o ritual em todas as casas amigas. No sítio da Achada, freguesia e concelho da Ribeira Brava, além da vassoura levavam uma figura antropomórfica, em maçapão, representando o Santo Amaro, o qual era colocada num cesto ou numa caixa, ornamentada com flores. Apesar de possuir muitos anos de tradição, este ritual parece ter sido pouco usual no arquipélago, só se conhecendo testemunhos da sua prática, neste concelho. O costume de representar um Santo numa figura de maçapão, ou partes do corpo humano, é comum em diferentes regiões da Europa. Estas figuras, confecionadas com produtos agrícolas, são símbolos de abundância e aparecem em certos casos como garantias talismânicas de prosperidade e abundância.
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Cadeia operatória da confeção de uma figura antropomórfica representando o Santo Amaro, utilizada num ritual das festas em honra deste santo, na Ribeira Brava.
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  • Museu: Museu Etnográfico da Madeira
  • Categoria: Fotografia
  • Autor: Florêncio Pereira
  • Descrição: Fase 26 da cadeia operatória: Caixa, com a figura de maçapão no seu interior, decorada com flores, para ser transportada, durante a visita às casas, para "varrer os armários". O dia 15 de Janeiro, para além de ser designado como Dia de Santo Amaro, é também conhecido como o “dia de varrer os armários”, tradição secular que encerra no arquipélago da Madeira os festejos de Natal. Antigamente, toda a família reunia-se neste dia para assistir ao desarmar do presépio e festejar este Santo. Deitavam-se fora as searas, retiravam-se as frutas, o Menino era guardado no oratório e os pastorinhos nas caixas, até o ano seguinte. E na véspera, o povo andava de porta em porta, cantando ao som dos instrumentos tradicionais, quadras alusivas a este Santo. Munidos de uma vassoura, para “varrer os armários”, entravam cantando e serviam-se de vinho, licores, doces e fruta da lapinha, repetindo o ritual em todas as casas amigas. No sítio da Achada, freguesia e concelho da Ribeira Brava, além da vassoura levavam uma figura antropomórfica, em maçapão, representando o Santo Amaro, o qual era colocada num cesto ou numa caixa, ornamentada com flores. Apesar de possuir muitos anos de tradição, este ritual parece ter sido pouco usual no arquipélago, só se conhecendo testemunhos da sua prática, neste concelho. O costume de representar um Santo numa figura de maçapão, ou partes do corpo humano, é comum em diferentes regiões da Europa. Estas figuras, confecionadas com produtos agrícolas, são símbolos de abundância e aparecem em certos casos como garantias talismânicas de prosperidade e abundância.

Apresentação

Em Portugal, a devoção a Santo Amaro vem desde tempos imemoriais, recorrendo o povo a este Santo para cura de enfermidades e fratura de ossos, motivo pelo qual se oferecem ex-votos em cera com a forma de braços e pernas.

Por todo o País existem capelas e ermidas dedicadas a este Santo e em sua honra fazem-se muitas festas e romarias. Na ilha da Madeira é festejado mais entusiasticamente nas capelas da freguesia do Paul do Mar, concelho da Calheta e em Santa Cruz.

O dia 15 de Janeiro, para além de ser designado como Dia de Santo Amaro, é também conhecido como o “dia de varrer os armários”, tradição secular que encerra no arquipélago da Madeira os festejos de Natal. Embora o Natal termine, usualmente, no dia 7 de Janeiro, após o Dia de Reis, o povo madeirense conserva a árvore e o presépio até este dia, quando são dados por findos os festejos de Natal.

É com a primeira Missa do Parto que começa o Natal madeirense e é com o “varrer dos armários” que este termina. Antigamente, toda a família reunia-se neste dia para assistir ao desarmar do presépio e festejar este Santo. Deitavam-se fora as searas, retiravam-se as frutas, o Menino era guardado no oratório e os pastorinhos nas caixas, até o ano seguinte. Na véspera, o povo andava de porta em porta, cantando ao som dos instrumentos tradicionais, quadras alusivas a este Santo. Munidos de uma vassoura, para “varrer os armários”, entravam, cantavam e serviam-se de vinho, licores, doces e fruta da lapinha, repetindo o ritual em todas as casas amigas.

No sítio da Achada, freguesia e concelho da Ribeira Brava, além da vassoura levavam uma figura antropomórfica, em maçapão, representando o Santo Amaro, a qual era colocada num cesto ou numa caixa, ornamentada com flores. Apesar de possuir muitos anos de tradição, este ritual parece ter sido pouco usual no arquipélago, só se conhecendo testemunhos da sua prática, neste concelho. O costume de representar um Santo numa figura de maçapão, ou partes do corpo humano, é comum em diferentes regiões da Europa.

Em Portugal, este ritual também aparece nas comemorações de diferentes festividades, nas quais o pão tem um papel preponderante.

Na Madeira, o “boneco de Santo Amaro”, como é popularmente designado, é confecionado pelas mulheres, na unidade doméstica. As mãos femininas modelam habilmente estas figuras, verdadeiras peças de arte popular, utilizando a massa de pão como matéria-prima.

Por tradição, nos dias que precediam o Natal a azáfama era grande em volta do forno. Ali eram cozidos o pão e os doces para a Festa. Este ritual prolongava-se durante toda a festividade. Além da figura do Santo Amaro amassavam, com o rolão que guardavam do Natal, as chamadas “maias”, pequenos pãezinhos, que eram consumidos naquele dia.

Natália Casquilho manteve a tradição, que permanecia na sua família há várias gerações e recordava-se que a sua avó fazia um boneco para cada neto. Numa recolha de campo que efetuámos em 2010, esta artífice, já falecida, confecionou esta figura antropomórfica para oferecer ao Museu Etnográfico da Madeira. Aqui ficam os nossos AGRADECIMENTOS pela confeção e doação do artefacto e pelo precioso testemunho oral, que tornou o nosso património imaterial mais rico.

Ficha Técnica

Texto: Lídia Góes Ferreira
Informante: Natália Casquilho, Sítio da Achada, Ribeira Brava
Fotografias: Florêncio Pereira