Descrição: Peça escavada num tronco de árvore, em forma de taça, com pé cónico e corpo cilíndriforme. O interior tem o fundo côncavo.
Esta peça é composta por dois elementos: o "côcho" e a "mão do côcho", objeto cravejado de grossos pregos na ponta.
Origem/Historial: Eram utensílios, de uso doméstico utilizados para triturar o grão. A caraterística fundamental do "côcho", designação local para os almofarizes de madeira, consiste num pilamento do grão através de uma ação directa de percussão. Estes almofarizes insulares compõem-se de dois elementos: o "côcho" e a "mão do côcho", objecto cravejado de grossos pregos na ponta para reforçarem a acção de esmagamento. Os madeirenses também designavam estes tipos de almofarizes por "pisões", o que parece estar relacionado com a sua função, já que serviam predominantemente para esmagar cereais (pisar o grão).
Incorporação: Segundo registos da DRAC (Direcção Regional dos Assuntos Culturais), este moinho de mão foi adquirido ao Sr. Manuel Silva Pita , em 1965, no valor de 330$00. Sendo recolhida pela comissão Directiva do Museu Quinta das Cruzes, com verbas da junta geral do Dístrito Autónomo do Funchal. Esta peça, encontrava-se na DRAC sendo transferida e incorporada no espólio dos Museu aquando da sua abertura em 1996.