Descrição: Fase 3: perfuração da madeira com um ferro, na parte superior da castanhola, obtendo os furos para amarrar os fios que a prenderão à mão do tocador.
As castanholas da Tabua eram tocadas na época natalícia a caminho das missas do parto e do galo, e por altura das festas e romarias nos meses de verão, é na Tabua, freguesia pertencente ao concelho da Ribeira Brava, e em algumas zonas próximas, que estes instrumentos musicais possuem maior tradição
Era habitual na freguesia da Tabua, juntarem-se grupos de homens, aos Domingos ou à noite, para construírem castanholas com diferentes formas e dimensões, procurando inovar na forma de tocar e nos resultados acústicos obtidos, rivalizando entre si. Existiram dois grupos de tocadores rivais, que embora constituídos por elementos de diversas localidades, eram conhecidos popularmente por Grupo da Ribeira e Grupo dos Zimbreiros sendo muitas vezes o adro da igreja palco destes “despiques”.
Esta rivalidade terá incentivado a construção destes instrumentos, e estará provavelmente na origem do aparecimento de uma maior variedade morfológica, na Ribeira Brava e na Ponta do Sol, concelhos onde estes idiofones de percussão direta adquiriram características muito peculiares, como é o caso das castanholas com grandes dimensões, as castanholas com formas zoomórficas (galinhas ou cabeças de cão) ou um artefacto único, patente nesta exposição, da autoria de Alfredo Rodrigues Luzirão: o “avião de castanholas”.
Este artífice, - Arlindo Lourenço -, natural da Tabua, ainda se dedica à construção destes artefatos, mantendo viva a tradição.
Descritores Temáticos: Instrumentos musicais
Exposições
Património Imaterial: Sons da Nossa Gente: Castanholas da Tabua